Criado em 2008, o projeto de Educação de Jovens e Adultos, EJA, alfabetiza dezenas de estudantes que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola na infância.
Segundo dados do IBGE, o desafio não é pequeno. No Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas, entre a população maior de 15 anos, não sabem ler nem escrever. Além disso, 9,5 milhões de jovens entre 15 e 24 anos não concluíram o ensino fundamental e mais de 750 milhões são analfabetos.
Há que se reconhecer, entretanto, que o Brasil tem tido muitos avanços nessa área. O Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação institucionalizou a educação de jovens e adultos e garantiu seu financiamento por meio do Fundeb (Fundo de Manutenção da Educação Básica). Mas está provado que a alfabetização, um dos alicerces da educação de jovens e adultos, precisa ser enfrentada de forma sustentável, com farto acesso a bibliotecas e materiais de leitura que favoreçam a continuidade da aprendizagem.
O curso de Pedagogia da Facitec está empenhado pela causa e realiza um projeto de alfabetização solidária junto aos centros de ensino de jovens e adultos.
Em uma sociedade globalizada em que populações desfavorecidas protagonizam a versão moderna do abandono, o acesso ao conhecimento necessita ser democratizado.
É essencial dotar os jovens e os adultos de um repertório pessoal que os permita participar plenamente do contexto social em que vivem. Só assim os processos educativos contribuirão, de fato, para a promoção do desenvolvimento integral.
Rejane dos Santos, estudante do 4º semestre do curso de Pedagogia, participa como professora no projeto e vê a EJA como um canal de integração social. “Esse estágio é importante, em pouco tempo surgem os resultados diretos na comunidade. Estou tão empolgada que pretendo fazer minha monografia sobre a EJA”, ressalta a estudante.
Os alunos beneficiados pelo projeto estão bastante satisfeitos com as aulas e gostaram de visitar a Faculdade. O aluno da EJA, Luíz Gonzaga, diz que a iniciativa fomenta sonhos. “Não tenho palavras para agradecer, o projeto me ajudou a realizar um dos meus grandes sonhos que era ler e escrever”. As alunas Maria da Cruz e Nilta Carneiro disseram que essa é uma oportunidade única que surgiu para que elas voltassem a estudar. “Nunca é tarde para aprender, estamos muito felizes”, concluem as alunas.




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